Mesmo dentro dos padrões, voos domésticos não comportam uma mala de mão por passageiro

Mesmo que todos os passageiros respeitem as dimensões e quantidade de volumes a serem carregados para dentro do avião, não há espaço no bin (bagageiro no avião localizado acima dos assentos) para todos nas viagens domésticas no Brasil. 

Em um Boeing 737-800, por exemplo, segundo Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo (Abesata), com capacidade para 184 pessoas, a área interna da cabine consegue transportar cerca de 118 malas de bordo padronizadas. 

No entanto, de acordo com Ricardo, infelizmente essa realidade em voos nacionais não é uma exclusividade do Brasil. “Quando fui para Escócia, no mês passado, eu tive uma conexão em Amsterdã. Sai do avião com minha mala pequena para entrar no Airbus 320. Ao chegar ao portão, eles recolheram a minha mala, dizendo que não ia caber. Então, isso é um problema mundial nesse quesito que as pessoas estão levando muita bagagem de mão”, lembra.

Mesmo com a gratuidade assegurada para carregar uma bagagem de mão padronizada, a possibilidade do despacho causa um transtorno a mais ao passageiro, por necessitar esperar essa mala na esteira após o desembarque, e ainda um custo a mais para companhia aérea

“Se o passageiro tivesse uma opção na hora do check in, que pode ser na internet ou presencialmente, de despachar a mala que está dentro dos padrões de maneira gratuita, aquele índice de transbordo vai diminuindo. Por exemplo, caso eu já vou despachar uma bagagem de 20 quilos, se o sistema já me dá uma opção gratuitamente para despachar a mala de mão, evitaria a estatística de transbordo”, completa.

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