Os aeroportos cariocas, que esperam atender mais de um milhão de passageiros durante a Olimpíada Rio 16, estão concluindo preparativos para o evento. O internacional Tom Jobim (Galeão), por exemplo, já investiu, desde meados de 2014, quando passou a ser administrado pelo consórcio RioGaleão, cerca de R$ 2 bi em modernização e ampliação. O Santos Dumont encerrou, em fevereiro, aportes de R$ 81 mi da Infraero em reformas iniciadas há cinco anos e terá operação 24 horas. De acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), em 22 de agosto, um dia após o encerramento dos Jogos, será o pico de movimento nestes aeroportos. São estimados 61 mil passageiros no Galeão e 27 mil no Santos Dumont. Uma das preocupações, diz o diretor de gestão aeroportuária da SAC, Paulo Henrique Possas, é com o estacionamento de aeronaves executivas. Por isso, além de mais espaços reservados, há um plano para direcioná-las, em caso de lotação, para aeroportos alternados próximos do Rio, como Cabo Frio, Macaé, entre outros.
Para agilizar os procedimentos nos aeroportos, Possas lembrou que haverá um reforço de mais 45% de agentes dos órgãos públicos e novas tecnologias em funcionamento. Entre elas, destacou Luiz Rocha, presidente da RioGaleão, estão o BCBP (bar-coded boarding pass) – portões automáticos acionados por leitores de código de barras dos cartões de embarque (também em dispositivos móveis), em 19 portas – oito no terminal 1 e onze no terminal 2 – e ainda quatro portões eletrônicos (e-Gates) no embarque e oito no desembarque para leitura de passaportes de brasileiros acima de 18 anos com chip. De acordo com Rocha, além das 26 companhias aéreas que operam voos regulares, já há mais de 60 voos charters não regulares previstos para o “período olímpico”. Ele estima receber cerca de 1,5 milhão de passageiros no Galeão. Em meados de maio, o aeroporto inaugurou área de mais de 100 mil m² e com 26 novas pontes de embarque e ainda o welcome center, no desembarque internacional do terminal 2. Nele, serão centralizadas informações sobre o aeroporto e dados turísticos, com profissionais bilíngues e trilíngues.
Rocha disse que o Galeão contará, durante a competição, com cerca de 900 voluntários da Rio 2016, sinalizações especiais e apoio das autoridades municipais na organização do fluxo de transporte de acesso, além de espaços especiais para credenciados. Já o Santos Dumont, que agora tem 22 posições de embarque, também passou por melhorias. O pátio de aeronaves ganhou novo sistema de drenagem e pavimento mais resistente, além de mais uma posição de desembarque remota (sem o auxílio de pontes). Há cerca de três meses foram concluídas obras de nova área no terminal de embarque para lojas e restaurantes e em novembro de 2015, o Prodigy Hotel e o Shopping Bossa Nova – adjacentes ao aeroporto e frutos de licitação para exploração de área comercial – foram inaugurados. Para atender à demanda extra da Olimpíada, calculada em 4,8 mil passageiros em média por dia só na aviação comercial, além dos estimados 180 pousos e decolagens diários da aviação executiva, o horário será esticado. Normalmente o aeroporto funciona de seis da manhã à 22:30, mas entre 3 e 23 de agosto (dois dias depois do encerramento), o Santos Dumont vai abrir 24 horas, possibilitando estimados 4,5 mil pousos e decolagens extras. A aviação comercial operará das 6 h até 23h59 enquanto que aviões executivos e taxis-aéreos poderão operar também de madrugada.
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Por Simone Goldberg | Para o Valor, do Rio


