A TAM registrou em 2015 prejuízo líquido de U $ 183,812 mi. Em 2014, a companhia havia apurado lucro líquido de US$ 171,655 mi. As informações constam no balanço consolidado em dólares e arquivado pela controladora da companhia, a Latam, ontem na Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos EUA. A receita da TAM em 2015 atingiu US$ 4,6 bi, retração de 30,6% ante os US$ 6,6 bi apurados em 2014. Dessas receitas, a TAM obteve em 2015 um total de US$ 4,168 bi com vendas de bilhetes a passageiros em voos domésticos e internacionais, o que representou uma queda de 29,5% ante 2014.
Levando em conta apenas as operações no Brasil, a receita da TAM somou US$ 3,5 bilhões no ano passado, queda de 35,4% ante 2014, quando o mercado brasileiro gerou para a Latam receitas de US$ 5,361 bilhões. Em 2015, o Brasil representou 35,6% das receitas operacionais da holding Latam. Em 2014, a participação brasileira era maior, de 44,3% do total. Ainda conforme o balanço consolidado da Latam arquivado ontem na SEC, o caixa e equivalente caixa somados da TAM S.A., TAM Capital e TAM Linhas Aéreas fechou 2015 em US$ 1,067 bilhão. No início do exercício, a liquidez era de US$ 484,3 milhões. A Gol, principal concorrente da TAM, divulga balanço no dia 29, após fechamento da bolsa. A controladora Latam reportou prejuízo líquido de US$ 219,2 milhões em 2015, comparado a uma perda líquida de US$ 109,8 milhões no de 2014. Esse balanço foi publicado no dia 9 de março.
A presidente da TAM, Claudia Sender, disse, naquela ocasião, que a rentabilidade tem absoluta prioridade sobre liderança de mercado. “A rentabilidade no Brasil está muito deteriorada. A operação tem que ser sustentável e coerente com o plano do negócios da Latam”, disse a executiva ao Valor, na oportunidade.
No levantamento mais recente feito pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com dados referentes ao mês de fevereiro, a TAM viu sua fatia de mercado recuar de 36,84% para 35,71%, perdendo assim a liderança do setor para a Gol, que também registrou uma fatia menor de mercado, recuando de 36,41% a 36,24%. A Avianca, quarta maior aérea do país, foi a única a aumentar fatia de mercado doméstico em fevereiro, crescendo de 9,14%, em fevereiro de 2015, para 11,33% em igual mês de 2016.
Por João José Oliveira | Valor


