Dos 108 mil slots para jatos executivos disponibilizados em 23 aeroportos brasileiros durante a Copa do Mundo de 2014, 83% já estão ocupados. Isso representa 89.640 vagas de pouso e decolagem nos 45 dias de evento. Os jogos mais procurados foram os da abertura, em São Paulo, da final, no Rio de Janeiro, das duas semi-finais, e do jogo Argentina conta a Argélia, em 25 de junho, em Porto Alegre. A maioria dos jatos é de origem brasileira.
Segundo a Infraero, a expectativa é que 1 mil aeronaves circulem no espaço aéreo brasileiro durante o evento – cada matrícula pode solicitar mais de um slot. Só para a final, no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira da Aviação Geral (ABAG) espera 300 jatos, com base na quantidade de aviões verificada na Copa do Mundo da África do Sul. Por questões de segurança e para possíveis situações de emergência, a Aeronáutica não permite que 100% dos slots disponibilizados sejam ocupados.
As vagas foram distribuídas nos aeroportos coordenados pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) das cidades-sede e nos terminais menores, localizados próximo às capitais, que serão utilizados como garagem para essas aeronaves.
Como funciona – Na prática, o proprietário do jato executivo entra no site e solicita o dia, a hora e o aeroporto onde pretende pousar. Consegue a vaga quem solicitar o slot primeiro. Caso as opções estejam ocupadas, serão oferecidos outros pátios para o avião estacionar ou até pernoitar.
“O passageiro vai ser recebido na cidade do jogo, mas a aeronave deve atender ao nosso planejamento e pode ser que fique estacionado em outro local”, explicou o coordenador do Departamento de Gestão Aeroportuária da SAC, Rafael Faria.
Segurança – Com base em relatos de outros países que já sediaram uma Copa do Mundo, como a África do Sul, em 2010, a SAC e os órgãos de controle da aviação civil definiram regras rígidas para este setor. Quem não obedecer ao horário de vôo determinado, ficar em pátio mais tempo do que o permitido ou desrespeitar outra regra, levará multa de até R$ 90 mil, além do risco de o piloto perder a licença de vôo e o avião não ter mais a permissão de pousar nos aeroportos do país.
“Nossa preocupação é garantir tranquilidade no país durante este período de alta demanda que é a Copa do Mundo. Se um avião fica em pátio mais do que deveria, o aeroporto todo sofre as conseqUências, inclusive os aviões comerciais, que estão transportando turistas brasileiros e estrangeiros”, explicou o ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco.
O ministro ainda reforçou que o país tem capacidade para receber a demanda dos jatos executivos e da aviação comercial. Serão disponibilizadas, nos 90 aeroportos que prestarão apoio para a Copa do Mundo, um total de 3 mil vagas: 123% a mais que o normal.
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Fonte: SAC/PR
06/06/2014
Foto: Elio Sales


