A demanda por voos domésticos registrou crescimento de 5,9% em agosto, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado fica próximo à média de 5,6% verificada no acumulado dos oito primeiros meses deste ano pelas integrantes da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).
A disciplina de oferta de assentos entre AVIANCA, AZUL, GOL e TAM foi mantida em agosto, quando houve recuo de 0,9% nesse indicador, na comparação anual. Com isso, a taxa média de aproveitamento dos aviões foi de 79,3%, um aumento de cinco pontos percentuais ante agosto de 2013.
“Houve uma retomada do crescimento da demanda e continuamos a ter estabilidade na oferta. Com isso, a taxa de ocupação dos aviões aumentou significativamente. É um fenômeno muito favorável para a indústria porque mostra o aumento da eficiência do setor”, afirma o consultor técnico da ABEAR, Maurício Emboaba.
Foram transportados, apenas em agosto, 6,7 milhões de passageiros, o que representou um crescimento de 4,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Pelo critério de passageiros-quilômetros transportados (da sigla em inglês RPKs), a TAM respondeu por 39,1% dessa demanda, seguida pela GOL (35,6%), AZUL (16,53%) e AVIANCA (9%). No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, já são 52,4 milhões de passageiros embarcados em voos domésticos.
Taxa de ocupação
Com o crescimento da demanda e o equilíbrio da oferta de assentos no transporte aéreo, a ABEAR realizou um levantamento sobre a evolução da taxa de ocupação de voos das companhias aéreas nos últimos cinco anos. Segundo a associação, em 2009, no Brasil os aviões circulavam com cerca de 66% de sua capacidade, enquanto que as companhias norte-americanas mantinham 81% dos seus assentos ocupados. Em julho deste ano, a taxa média passou para 80% nas empresas brasileiras e 85% para as norte-americanas.
O presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, explica que a redução das poltronas vazias mostra o ganho de eficiência das companhias brasileiras. “O custo operacional do transporte aéreo é muito alto, sendo que mais de 40% é referente a combustível. Para oferecer uma opção de transporte competitivo para o usuário, temos praticado uma lição de dar maior aproveitamos aos nossos mesmos aviões. Com isso, conseguimos nos aproximar de modelos de produtividade mais eficientes do mundo”, conclui.
Fonte: ABEAR
23/09/2014


