Foi criada ontem, durante audiência pública para discutir os resultados práticos da privatização da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Frente Parlamentar em Defesa da Infraero 100% Pública, que será lançada formalmente em agosto. De acordo com a deputada federal Érica Kokai, que presidiu a audiência, 212 deputados — acima dos 171 — assinaram documento que criou a iniciativa. A frente fará um planejamento estratégico, com informações detalhadas sobre as concessões no país, e convocará o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para dar explicações.
Alex Fabiano da Costa, presidente da Associação Nacional de Empregados da Infraero(Anei), apresentou um estudo apontando que a empresa, há quatro anos, é uma das mais bem avaliadas do setor, mas padece com a falta de “planejamento da Anac e da SAC, geridas por indicação política”.
Max Rodrigues, diretor de Planejamento da Infraero, lembrou que a estatal corria o risco de se tornar dependente do Tesouro. O governo deu estabilidade aos funcionários até 2020 e liberou R$ 530 milhões para o programa de demissão voluntária (PDV). “Ainda estamos com empregados excedentes. O deficit da empresa, de R$ 8 bilhões, vem sendo reduzido de forma significativa”, destacou Rodrigues. Rogério Teixeira Coimbra, secretário de Política Regulatória do Ministério dos Transportes, afirmou que o governo concorda que a Infraero é importante para o país, mas se preocupa com a sustentabilidade da rede, com 600 aeroportos.


