Ministro diz que tenta convencer Fazenda a liberar subsídios

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou que os subsídios para passagens aéreas para a região da Amazônia Legal, que foram prometidos pela presidente no ano passado, ainda dependem de liberação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A ideia do governo, já autorizada pelo Congresso, é usar cerca de R$ 50 milhões por ano para reduzir o custo das passagens nessa área, que são os mais caros do país. O projeto de subsídio para todo o país era orçado em R$ 500 milhões.”Temos um saldo de R$ 4 bilhões [no Fundo de Aviação Civil] mas que não estamos podendo utilizar em razão das restrições. Mas há sensibilidade política do ministro Levy e determinação da presidenta [Dilma] para tão logo tenhamos a liberação dos aeroportos possamos iniciar os subsídios”, disse o ministro que questionado se tinha uma previsão de início respondeu que tinha, “mas que tinha que combinar com Levy”.

Padilha apresentou nesta quinta-feira (22) uma pesquisa nacional com o perfil dos passageiros brasileiros que ouviu ao longo do ano passado 150 mil passageiros em 65 aeroportos do Brasil. O passageiro médio no Brasil ganha entre 2 e 10 salários mínimos (45%), são homens entre 31 anos e 45 anos (40%), estão viajando a trabalho ou estudo (49%) e quase todos chegam ao aeroporto de carro ou táxi (88%).

NOVAS ROTAS

O trabalho mostrou que 255 municípios do país teriam potencial para colocar mais de 50% de passageiros num avião de 116 lugares diariamente para outras regiões, o que poderia caracterizaria um voo direto. As rotas mais desejadas são Rio de Janeiro (RJ)-Vila Velha (ES) e São Paulo (SP)-Blumenau (SC).

A pesquisa, realizada em parceria com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística), estatal de planejamento do Ministério dos Transportes, não cruzou ainda quais dessas cidades estariam contempladas entre as que vão receber investimentos nos 270 aeroportos que o governo pretende reformar ou ampliar no Programa de Aviação Regional, lançado em 2012 mas que até agora não teve nenhuma obra iniciada.

O ministro afirmou que ainda neste ano ou no início do próximo poderá iniciar a concorrência de parte dos aeroportos que já estão com pedidos de licenciamento ambiental adiantados. Essa meta já foi fazer as concorrências no início deste semestre.Sobre reclamação das empresas aéreas sobre aumento de custos que poderiam levá-las a aumentar seus preços, Padilha afirmou que o governo está analisando os pedidos mas que não acredita que haverá queda nas vendas de passagens, já que com o aumento dos custos para viagens internacionais, a tendência é que os passageiros de turismo façam viagens dentro do Brasil.
(Folhapress)

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