O aeroporto de Viracopos investiu cerca de R$ 15 milhões para aprimorar os serviços do seu terminal de cargas. Desde a semana passada, todas as cargas de exportação passaram a ser inspecionadas por equipamentos de raio X e cães farejadores. Mas as mudanças geraram custos extras e desagradaram às companhias aéreas e empresas que prestam serviços nos aeroportos.
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos passará a cobrar, a partir de 1.º de agosto, taxas sobre os serviços de inspeção no raio X, paletização de cargas e permanência de equipamentos. A Jurcaib, entidade que representa 38 empresas aéreas nacionais e estrangeiras, e a Abesata, que representa os prestadores de serviços aeronáuticos, fizeram uma reclamação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a questão. Além do custo, elas acusam a concessionária de estabelecer um “monopólio” na prestação de serviços, o que, segundo elas, fere o contrato de concessão. A concessionária contratou uma empresa para os serviços de inspeção e controle de cargas de exportação e inspeção, chamada Coas. “Muitas empresas aéreas já têm contratos com multinacionais para prestação de serviços em diferentes aeroportos”, disse Robson Bertolossi, presidente da Jurcaib. “Nosso receio é que isso abra o caminho para decisões similares em outras aeroportos privatizados”, disse o presidente da Abesata, Ricardo Miguel.
A Aeroportos Brasil Viracopos disse que as mudanças visam a aumentar a segurança das operações. E ressaltou que “cumpre todas as normas da Anac e não exerce qualquer tipo de monopólio”. A Anac informou estar analisando as reclamações.
Fonte: ESTADÃO – Panorâmica – Economia – Publicado dia 25/07


