Segurança na Olimpíada mobilizará 85 mil homens

O efetivo total de segurança para a Olimpíada ficará entre 80 mil e 85 mil homens no Brasil,  informou ontem o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em evento que também contou com a participação do titular da pasta da Justiça, Alexandre de Moraes, e de comandantes militares. O contingente será formado por integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, mas também incluirá policiais federais, civis e militares, além da Força Nacional de Segurança. De acordo com Jungmann, um efetivo de 6 mil homens das Forças Armadas já estava ontem no Rio – o número deverá triplicar até 15 de julho.

O total final de integrantes das Forças Armadas responsáveis pela segurança durante a Olimpíada será de 41 mil homens, incluindo não só o efetivo localizado no Rio, mas também em outras capitais onde serão disputada as partidas de futebol dos jogos (São Paulo, Belo Horizonte,
Salvador e Brasília). Desse total, 21 mil serão alocados no Rio.

Ao detalhar a atuação das Forças Armadas no apoio à segurança durante os Jogos Olímpicos, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reafirmou que, embora possível, um ataque terrorista durante as competições é totalmente improvável. “Não temos hoje qualquer probabilidade de ato terrorista em território nacional”, disse. “A possibilidade é a que existe em qualquer lugar do mundo, mas não existem elementos concretos”. Moraes frisou que essa avaliação é compartilhada por agências de inteligência de outros países, com os quais o Brasil vem trabalhando em regime colaborativo.

A lista de países com quem o Brasil vem trocando informações inclui Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Alemanha e Rússia, entre outros, informou o ministro Jungmann. Segundo ele, as autoridades brasileiras são imediatamente informadas por canais on-line sobre qualquer suspeito de terrorismo que embarque num aeroporto internacional com destino ao Brasil. “A Polícia Federal pode mandá-lo de volta ou detê-lo para averiguações”, disse Jungmann referindo-se às precauções para evitar o desembarque de suspeitos (e acusados) de terrorismo no Brasil.

Sobre o terrorista sírio Jihad Ahmad Diyab, que teria deixado o Uruguai no mês passado para entrar no Brasil, o ministro da Justiça disse que não há confirmação do ingresso dele no país. Além de Moraes e Jungmann, participaram da coletiva o general Fernando Azevedo,
coordenador-geral de Defesa de Área, e o almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

VALOR

Por Rodrigo Carro | Do Rio

 

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