Em um momento de cortes de gastos nas empresas, as viagens corporativas domésticas caíram mais que as idas de executivos ao exterior no primeiro trimestre deste ano, segundo a Abracorp (associação das agências do setor). Nos três primeiros meses de 2016, o n° de bilhetes nacionais emitidos para esse seg mento teve uma retração de 8,8% na comparação com 2015, enquanto as passagens com destino a outros países caíram 6,9%.
“Quando precisa cortar custos, a empresa até consegue reduzir a participação em feiras no Brasil, fazer conferências por telefone. Rever viagens ao exterior é mais difícil”, diz Rubens Schwartzmann, presidente da entidade. “Quem tem negócios fora do país precisa viajar para avaliar produtos ou fechar contratos com fornecedores. O internacional não caiu tanto também porque as aéreas fizeram muitas promoções.” A maioria das companhias nacionais também teve de cortar mais, lembra o presidente da Maringá Turismo, Marcos Arbaitman. “Caso as questões políticas se estabilizem, as empresas deverão se sentir seguras para investir a partir de agosto.” “Alguns clientes têm projetos internacionais que precisam de acompanhamento. Ainda há executivos de multinacionais com visitas regulares às matrizes”, diz Affonso Nina, da CWT Brasil.
Fonte: Folha de São Paulo


